UM OLHAR SOBRE A EDUCAÇÃO E TRABALHO INFANTIL NO HAITI

          Roupas largas, cabeça baixa e olhar triste. Assim são reconhecidos os “restavec’s” no Haiti. Desde muito cedo, crianças de famílias extremamente pobres da área rural do país são entregues à outras famílias, com melhores condições financeiras. Nas casas dos seus ‘anfitriões’, elas são submetidas ao trabalho escravo; cuidam da casa de um modo geral – cozinham, lavam, passam e fazem a limpeza, entre outros serviços. Nas ruas do país, ainda são vítimas da discriminação. Do governo, não recebem nenhuma perspectiva de ajuda ou benefício. Apesar de violar direitos humanos fundamentais, previstos na legislação haitiana, a prática do trabalho infantil é encarada pelo governo como tradição.

          Estas declarações foram baseadas na pesquisa de campo realizada pela acadêmica de Direito Raíssa Londero, na cidade de Jèremiè, interior do Haiti. Ela esteve no país, em março deste ano, com um grupo de pesquisadores do projeto Brasil-Haiti, sediado na FADISMA. Os relatos foram feitos, ontem, durante a primeira palestra “Olhares: uma experiência brasileira no Haiti”.

 A educação

         E se de um lado, a crueldade a que são submetidos os restavec’s pôde ser observada pelas pesquisadoras, por outro, o milagre haitiano foi revelado quando elas acompanharam os jovens estudantes das cidades do interior. Foi deste ‘milagre’ que a professora Pâmela Marconatto falou no segundo momento da exposição. Adolescentes, reunidos em grupo à noite, disputando feixes de luz, sob postes de empresas, para conseguir estudar, já que, na área rural, como de regra, em todo o país, não há sistema de distribuição de energia elétrica.

          Mais do que aproveitar uma oportunidade, a dedicação aos estudos revela uma necessidade: na visão dos jovens, o diploma é o passaporte de saída do Haiti para um mundo e futuro melhores. Para conseguir essa ‘passagem’, eles se dedicam a aprender idiomas (três, no mínimo: francês, espanhol e inglês), desenvolvem a oratória, a pintura e a poesia. Na visão dos pais desses jovens, a saída deles do país representa uma forma de sustento da família, na medida em que, conseguindo um emprego, eles podem enviar dinheiro para casa. A quase totalidade daqueles que conseguem emigrar, não retornam.

         Na próxima palestra, na segunda-feira, dia 19, as explanações serão sobre as relações institucionais, recursos naturais e manifestações artísticas no Haiti. O encontro será na sala 304, das 17h30min às 18h30min.tp://nemohuildiin.ru

          Roupas largas, cabeça baixa e olhar triste. Assim são reconhecidos os “restavec’s” no Haiti. Desde muito cedo, crianças de famílias extremamente pobres da área rural do país são entregues à outras famílias, com melhores condições financeiras. Nas casas dos seus ‘anfitriões’, elas são submetidas ao trabalho escravo; cuidam da casa de um modo geral – cozinham, lavam, passam e fazem a limpeza, entre outros serviços. Nas ruas do país, ainda são vítimas da discriminação. Do governo, não recebem nenhuma perspectiva de ajuda ou benefício. Apesar de violar direitos humanos fundamentais, previstos na legislação haitiana, a prática do trabalho infantil é encarada pelo governo como tradição.

          Estas declarações foram baseadas na pesquisa de campo realizada pela acadêmica de Direito Raíssa Londero, na cidade de Jèremiè, interior do Haiti. Ela esteve no país, em março deste ano, com um grupo de pesquisadores do projeto Brasil-Haiti, sediado na FADISMA. Os relatos foram feitos, ontem, durante a primeira palestra “Olhares: uma experiência brasileira no Haiti”.

 A educação

         E se de um lado, a crueldade a que são submetidos os restavec’s pôde ser observada pelas pesquisadoras, por outro, o milagre haitiano foi revelado quando elas acompanharam os jovens estudantes das cidades do interior. Foi deste ‘milagre’ que a professora Pâmela Marconatto falou no segundo momento da exposição. Adolescentes, reunidos em grupo à noite, disputando feixes de luz, sob postes de empresas, para conseguir estudar, já que, na área rural, como de regra, em todo o país, não há sistema de distribuição de energia elétrica.

          Mais do que aproveitar uma oportunidade, a dedicação aos estudos revela uma necessidade: na visão dos jovens, o diploma é o passaporte de saída do Haiti para um mundo e futuro melhores. Para conseguir essa ‘passagem’, eles se dedicam a aprender idiomas (três, no mínimo: francês, espanhol e inglês), desenvolvem a oratória, a pintura e a poesia. Na visão dos pais desses jovens, a saída deles do país representa uma forma de sustento da família, na medida em que, conseguindo um emprego, eles podem enviar dinheiro para casa. A quase totalidade daqueles que conseguem emigrar, não retornam.

         Na próxima palestra, na segunda-feira, dia 19, as explanações serão sobre as relações institucionais, recursos naturais e manifestações artísticas no Haiti. O encontro será na sala 304, das 17h30min às 18h30min.tp://nemohuildiin.ru

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